17/06/2025
17/06/2025
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Nos últimos anos, o Brasil testemunhou uma rápida expansão das redes 5G, trazendo expectativas de altíssima velocidade e baixíssima latência. Porém, o que muitas vezes fica nos bastidores é que o 5G só se concretiza plenamente com uma robusta infraestrutura de fibra óptica por trás.
Cada antena 5G necessita de uma conexão por fibra para atingir seu desempenho ideal. Logo, o 5G tem o seu melhor desempenho utilizando uma base robusta de fibra óptica para conectar as antenas. A densidade da rede de fibra óptica é o alicerce invisível que viabiliza o 5G em larga escala, enfatiza Marcelo Oriani, Consultor no setor de Telecomunicações.
Ao final de 2024, o Brasil já contava com mais de mais de 17 mil antenas 5G em operação em 962 municípios. A meta estabelecida pelo regulador é ambiciosa: alcançar todos os 5.570 municípios até 2026. Contudo, o desafio não é apenas aumentar o número de antenas, mas garantir conectividade constante e confiável, o que demanda redes extremamente densas e capilares. Esta densificação requer uma infraestrutura robusta, fornecida pela fibra óptica, capaz de prover altas velocidades de transmissão e baixa latência.
Atualmente, 76,5% dos municípios brasileiros já possuem conexões por fibra óptica no backhaul, com 4.363 cidades e cobrindo 94,3% da população do país. No entanto, 1.207 municípios, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e parte de Minas Gerais, ainda não têm acesso ao backhaul de fibra, apresentando desafios significativos para o avanço do 5G.
Para atender rapidamente a necessidade de expansão, os microdutos em PEAD (polietileno de alta densidade) se destacam como uma solução eficiente e ágil. Microdutos são pequenos tubos flexíveis instalados em agrupamentos sob uma capa protetora, permitindo a instalação de cabos ópticos ultrafinos (microcabos) por meio de técnicas inovadoras, como o sopramento de fibra (ABF – Air Blown Fiber).
Esses microdutos têm superfícies internas projetadas para reduzir o atrito, facilitando instalações rápidas, limpas e econômicas, inclusive em microvalas ou aproveitando dutos já existentes (subdutagem). A tecnologia minimiza escavações extensas, reduz custos de instalação e impacto urbano significativamente, tornando mais fácil e rápido obter permissões necessárias para expansão da infraestrutura.

Um exemplo prático no mercado brasileiro é o Micro Optilex da Kanaflex, sistema composto por microdutos de PEAD com ranhuras internas longitudinais. Este design reduz significativamente o atrito durante o lançamento de cabos ópticos, garantindo maior eficiência e alcance em instalações rápidas e escaláveis.
A conformidade com a norma brasileira ABNT NBR 16.644 assegura que o Micro Optilex atende aos padrões exigidos, proporcionando confiabilidade, desempenho e longevidade.
“Microdutos funcionam como os capilares da rede de telecomunicações, viabilizando levar fibra óptica de forma rápida e eficiente a locais onde os métodos tradicionais seriam inviáveis,” observa Marcelo Oriani.
Em termos práticos, ao permitir instalações ágeis e escaláveis de novas fibras, soluções como o Micro Optilex capacitam operadoras, integradores e data centers a atender às demandas crescentes do 5G sem sacrificar a qualidade ou os prazos, impulsionando a expansão dessa tecnologia essencial para o futuro da conectividade no Brasil.
Referências:
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